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  • Marx nos convida a fazer pesquisa: apontamentos de leitura

    08

    Mar
    08/03/2013 às 17h47

    Por Ernaldina Sousa Silva Rodrigues

    Em sua obra Prefácio à “Contribuição à Crítica da Economia Política”, Karl Marx (1818-1883) faz um estudo das condições econômicas de existência, examinando o sistema da economia burguesa do século XIX.

    Para Marx, a sociedade burguesa divide-se em três classes, a saber: Primeira: Capital, Propriedade e Trabalho assalariado; Segunda: Estado e Comércio exterior; Terceira: Mercado Mundial. Explica que o texto foi escrito à luz dos Capítulos 1, a mercadoria, e 2, a moeda ou a circulação que compõem o título Capital. Ressalta que mantém cadernos com notas de estudo que desenvolveu para seu próprio esclarecimento.

    Nesse preâmbulo, Marx nos aponta caminhos para a pesquisa por meio da realidade que nos cerca, delimitando o objeto de estudo: naquela época, o sistema da economia burguesa. Paralelo ao escrito propriamente dito sobre a realidade, indica a necessidade de um caderno de notas pessoal para o esclarecimento de fatos ligados ao estudo.

    Esclarece o motivo pelo qual suprimiu a introdução geral de sua tese, visando não antecipar os resultados.

    Discorre sobre sua área de atuação, a jurisprudência, e da situação em que se encontrava quando foi obrigado a analisar os crimes florestais e o parcelamento da propriedade fundiária entre o Estado e os camponeses do Mosela. Com isso, passa a se ocupar das questões econômicas. Confessa que quando ouviu rumores sobre o socialismo e o comunismo na França não tinha subsídios ou estudos suficientes para ajuizar sobre as tendências francesas.

    Outro apontamento de Marx: não fazer juízo antecipado do que não se conhece ou não tem certeza. Há necessidade de estudar a realidade e fundamentá-la.

    Fora da Gazeta Renana, onde trabalhava, Marx empreendeu estudos para elucidar suas dúvidas e para tanto realizou uma revisão crítica da Filosofia de Hegel, concluindo que: a sociedade burguesa, capitalista, tem suas raízes nas condições materiais de vida e não na religião; a estrutura e forma da sociedade burguesa devem ser procuradas na Economia Política; na produção social da própria vida os homens contraem relações de produção necessárias e independentes de sua vontade; as relações de produção correspondem ao desenvolvimento de suas forças produtivas e formam a estrutura econômica, o todo, da sociedade; o modo de produção de vida material condiciona o processo de vida social, política e intelectual; é o ser social que determina a consciência dos homens; em sua etapa de desenvolvimento, as forças produtivas materiais entram em contradição com as relações de produção de vida; sendo assim, as relações se transformam em entraves e gera-se a revolução social; com a transformação da base econômica, infraestrutura, a superestrutura ou o nível político-ideológico também se transforma, ou seja, os homens tomam consciência das contradições da vida material.

    Nessa Obra, Marx traça a sua trajetória intelectual, sintetizando os conceitos para a compreensão da Economia Política. Ressalta, nessa trajetória, a importância de se ter um foco para a pesquisa. Usa o método positivista, baseado na observação e na descrição dos fatos que o cerca, para formular o materialismo histórico.

    Marx faz uma revisão crítica do estado atual do conhecimento na sua área de interesse: a Filosofia do Direito, de Hegel. Familiariza-se com o conhecimento de sua área de pesquisa, delimita-o, passa a observá-lo, a descrevê-lo e  analisá-lo. Assim, indica a contribuição de seu estudo para entendimento e esclarecimento da realidade que o cerca.

    Além de chamar a atenção do leitor para a teoria e o processo de revolução da sociedade, Marx nos convida a fazer pesquisa.

    REFERÊNCIA

    MARX, K. Teoria e processo histórico da revolução social (prefácio à contribuição à crítica da Economia Política). In: Fernandes, F. (org.). Marx e Engels. São Paulo: Editora Ática, 1989, p. 231-235.

  • Mart'nália - Namora comigo (2012)

    08

    Mar
    08/03/2013 às 09h19

    Martnália Mendonça Ferreira, conhecida como Mart'nália (Rio de janeiro, 7 de setembro de 1965) é uma atriz, cantora, compositora e percussionista brasileira. Filha do sambista Martinho da Vila e da cantora Anália Mendonça (seu nome é uma mistura dos nomes dos pais), a cantora nasceu no bairro de Pilares, Zona Norte do Rio de Janeiro. Desde criança foi cercada pela música. Mart'nália disse em entrevista: "Com quatro anos de idade, em Pilares, meu pai tocava um Reco Reco rosa numa roda de samba com amigos. Lembro dele saindo pela porta e, como num passe de mágica, entrando na televisão. Achava isso o máximo. Minha casa era uma festa. Cresci com Clara Nunes e João Donato na minha sala."
    Começou a carreira profissional aos 16 anos, fazendo vocais de apoio para o pai ao lado dos irmãos Pinduca e Analimar. Em meados dos anos 1990, passou a realizar apresentações no circuito de bares, pequenas casas noturnas e teatros do Rio de Janeiro, o que culminou no lançamento de seu disco Minha Cara, voltado para o samba-canção. A partir de 1994, passou a integrar o grupo Batacotô, com quem lançou o Samba dos Ancestrais. A artista também foi percussionista da banda de Ivan Lins. Mart'nália teve o privilégio de se tornar apadrinhada de grandes nomes da Jovem Guarda graças a seu pai. Caetano Veloso foi o diretor artístico de seu disco Pé do meu Samba, além de compor a faixa-título, e Maria Bethânia produziu Menino do Rio. A partir desses dois álbuns, Mart'nália passou a atrair maior atenção da mídia e a ter uma agenda de shows mais estabelecida em todo o país, abrindo caminho para turnês internacionais pela Europa e África. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mart%27n%C3%A1lia. Acesso em 08 mar. 2013.
  • O Barômetro

    05

    Mar
    05/03/2013 às 07h45

    Por Waldemar Setzer, professor aposentado da USP

    Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma “conspiração do sistema” contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido.

    Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: “Mostre como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro. ” A resposta do estudante foi a seguinte:

    “Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício.”

    Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto. Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de física, mas a resposta não confirmava isso.
    Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder a questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu imaginei lhe seria um bom desafio.

    Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder à questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de física.

    Passados cinco minutos, ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala.

    Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor.

    Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse.

    No momento seguinte ele escreveu esta resposta:

    “Vá ao alto do edifico, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo de queda desde a largada até o toque com o solo. Depois, empregando a fórmula h = (1/2)gt^2 , calcule a altura do edifício.”

    Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta,e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova.
    Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo.

    Ao sair da sala lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas.

    “Ah, sim!” - disse ele - “há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro.”


    Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações:

    “Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício. Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se à altura do edifício. Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas ter-se-á a altura do edifício em unidades barométricas.”


    “Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g’s, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença”.

    “Finalmente”, - concluiu, - se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater à porta do síndico. Quando ele aparecer diz-se: “Caro Sr. síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o senhor me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente.”

    A esta altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta “esperada” para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas,que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa.

  • Atando e desatando os nós da minha prática de vida

    01

    Mar
    01/03/2013 às 19h50

    Ernaldina Sousa Silva Rodrigues,  pedagoga

    Apresento um pouco da minha trajetória como mulher, aluna, trabalhadora, profissional da área de educação escolar e extra-escolar.

    Filha de Manoel Pereira da Silva e Roberta de Sousa Silva, responsáveis pela minha existência nesse mundo e de mais 3 irmãs e 4 irmãos. Meu pai de origem negra e minha mãe de origem indígena.

    O meu trilhar teve início no magistério em 85 como monitora de crianças da Escola Caio Martins na Cidade de Esmeraldas – Minas Gerais. Nessa época, era estudante do curso de magistério, empolgada com o curso e com a possibilidade de realizar um sonho de criança: ser professora. O sonho, na realidade, nasceu com uma professora do curso primário. Adorava ajudar a professora corrigir provas, escrever no quadro “negro”. Essa prática era animadora, e eu me espelhava no jeito, nos gestos, na fala, até no olhar daquela professora. A forma como a professora olhava para a turma me cativava e pensava: quando me formar vou ser assim. Desse jeito, sem que percebesse, aquela professora, tornava para mim modelo e referência do ser professor. Modelo negativo e positivo. Positivo no sentido de compromisso, responsabilidade e disciplina. Negativo no sentido de reproduzir as intermináveis operações como tarefa de casa. Na época, eu pensava que ser professor era o máximo. O ensino como transferência de conhecimento. Praticava o que aprendia em sala de aula nas aulinhas com os meninos e meninas da rua onde morava. Juntava uns cinco a seis meninos, pegava giz e começava a rabiscar a calçada de casa, fazendo as quatro operações e tomando ditado da criançada. Divertíamos desse jeito. Assim fui atando, entendo que desde o primário, o nó da minha prática como professora ingênua e vislumbrada com a possibilidade de ensinar. Problemas práticos de ensino? Não sabia, mas resolvia-os. Bastava lembrar-me da professora primária.

    Nesse caminho, fui amarrando o nó de um sonho que se transformava em realidade no curso de magistério, nas aulas de monitoria, nas práticas de estágio. O meu jeito era autoritário, reprodutor e tinha como amuleto o livro didático.

    Mesmo antes de entrar na faculdade, já trabalhava no serviço público como agente administrativo na Secretaria Municipal do Trabalho e Ação Social de Pirapora. Ao lidar diretamente com material de treinamentos para os monitores de creches em Pirapora, sentia a necessidade de cursar Pedagogia e vislumbrei mais uma vez a possibilidade de me aperfeiçoar como professora. Epa! Professora? Já não pensava tanto em ser professora. Vendo e observando como minhas colegas de trabalho pedagogas, assistentes sociais trabalhavam, montando treinamentos para as monitoras de creches, resolvi prestar vestibular para Pedagogia, objetivando a supervisão. Queria ser supervisora pedagógica. E assim o fiz.

    No início da década de 90 cursei Pedagogia. Nessa trajetória fui convidada para coordenar a área de ensino profissional e relações de trabalho na mesma secretaria, cargo de chefe com função de organizar, analisar, acompanhar e avaliar os cursos de qualificação profissional para as pessoas que buscavam emprego no município. Aqui o treinamento também era pensado e organizado pela instituição da prefeitura e aplicado aos trabalhadores. Se na escola a formação do professor é planejada e falada por outras pessoas, o treinamento na área do trabalho segue o mesmo padrão, ou seja, ele também não é organizado pelos trabalhadores que realizam o trabalho. Ele é organizado tendo em vista a necessidade do mercado de trabalho.

    Com a ampliação das minhas funções, fui promovida a Diretora do Trabalho. O curso de Pedagogia me ajudou no sentido de organizar melhor as minhas atividades e na elaboração do projeto político pedagógico da área de qualificação, aliado ao encaminhamento de trabalhadores para o trabalho.

    Paralela a essa experiência, ministrei vários cursos na área administrativa para as monitoras das creches municipais, dentre outros. Sendo assim, fui convidada pela Universidade Estadual de Montes Claros para lecionar a disciplina Currículo e Conhecimento Escolar para professores da rede municipal de ensino em três cidades no norte e leste de Minas Gerais.

    Nessa experiência, deparei-me com “situações problemáticas” que, no mestrado, percebi que foram resolvidas no momento em que apareceram e com os instrumentos de que dispunha.

    Olhando para trás, no antigo 2º grau, lembro-me nitidamente do professor de matemática. Ao questioná-lo sobre em que usaria expressões algébricas no meu cotidiano, ele respondeu: “se você não quiser ser motorista de fogão, aprenda!” De fato, não queria ser motorista de fogão e muito menos ter como espelho aquele professor. Queria saber da aplicação daquelas operações na minha vida. O conteúdo de Matemática nunca me cativou e com aquele professor, tomei aversão pela disciplina. Estudava porque precisava da nota para me formar no magistério. Interessante é que mesmo sem querer, consegui uma boa nota: 90. Percebo que nesse ponto o nó atou cegamente e mesmo no curso de Pedagogia não gostava da tal da didática da matemática. Fazia o melhor possível.

    Remoia sempre a resposta do professor. Durante o estágio, como regente, tive a árdua tarefa de trabalhar “problemas matemáticos” envolvendo as quatro operações para alunos da quarta série. Ao preparar os “planos de aula”, pensava: “essa tarefa precisa fazer sentido para essa turma. Afinal, que raio de professora quero ser? Os alunos não têm culpa daquela coisa de matemática que passou pela minha vida”. Olhava para o plano de aula e pensava na turma com ternura. Pensando assim, me esforçava para ensinar e ao mesmo tempo, aprender a resolver os problemas matemáticos. Com essa experiência, lembro-me que me diverti muito com a turma e promovemos várias outras atividades a partir da resolução de problemas em matemática. Comecei a desatar os nós da minha prática. Assumi a responsabilidade de ensinar.

    Nessa minha jornada tive duas pessoas excepcionais em minha vida: meu marido, Rogério, e minha bela flor-menina, Aline, (que Deus os tenha em um ótimo lugar), dois companheiros de jornada. Ensinaram-me que diante das dificuldades da vida temos que nos reverenciar ao amor, pois só ele é capaz de nos fazer superá-las.

    Hoje, vivo nesse mundo, com os outros que são parte de mim e de quem sou parte, numa luta constante e desafiadora.

     

  • Aguas de Março

    01

    Mar
    01/03/2013 às 09h45

    Águas de Março é uma famosa canção brasileira do compositor, músico, arranjador, cantor e maestro Tom Jobim, de 1972. A canção foi lançada inicialmente em compacto simples e, a seguir, no álbum Matita Perê, no ano seguinte. Em 1974, uma versão em dueto com Elis Regina foi lançada no LP Elis & Tom. Posteriormente, Tom Jobim compôs uma versão em língua inglesa, que manteve a estrutura e a metáfora central do significado da letra. ÁGUAS DE MARÇO. Wikipédia. Disponível em: Acesso em: 01 mar. 2013.
  • Os Três tipos de educação humana

    24

    Fev
    24/02/2013 às 12h11

    Ernaldina Sousa Silva Rodrigues, pedagoga

    A educação é base para a vida do ser humano. Significa processo e acompanha-nos durante toda a nossa vida. “Jamais pode se considerar completa, acompanha cada homem, cada mulher, desde o primeiro passo, a primeira palavra até o último suspiro.” (CODO, 1999, p. 39).

    No processo de educação precisamos considerar a existência do espírito e sua relação com o corpo e com a mente. O espírito e o corpo são de naturezas distintas: uma, de origem divina; e a outra, da matéria. A mente é o elo entre a natureza espiritual e a matéria.

    ‘Abdul’l-Bahá (1975) assegura que a realidade do ser humano é constituída por três entidades: matéria ou corpo, mente ou intelecto e alma ou espírito humano.

    Nesse sentido, o indivíduo é constituído de corpo, mente e espírito. Então, sua educação deve estar relacionada ao desenvolvimento dessas três bases.

    Educação Material

    A educação material trata do progresso e do desenvolvimento do corpo, através da aquisição de seu sustento, de seu conforto e bem-estar materiais. Esta educação é comum aos animais e ao homem. Trata da melhoria do bem estar físico, ou seja, dos cuidados com a saúde do corpo, dos hábitos de higiene e prevenção das doenças, alimentação correta, entre outras coisas.

    Educação Humana

    A educação humana significa civilização e progresso, ou seja: governo, administração, obras de caridade, profissões, artes, ofícios, ciências, grandes invenções e descobertas e instituições organizadas. Estas são atividades essenciais ao homem e o distinguem do animal, garantindo o sustento da pessoa.

    Educação Espiritual

    A educação espiritual consiste na aquisição das perfeições divinas... e educar a realidade humana a ponto de torná-la o centro das virtudes divinas: justiça, veracidade, benevolência, misericórdia... Consiste também em respeitar os direitos, servir à causa de Deus e se dedicar ao bem coletivo. Essa educação objetiva o conhecimento sobre a existência de Deus, o auto-conhecimento, as leis espirituais e o objetivo da criação. É essencial para o desenvolvimento de valores primordiais como: respeito por si próprio, gratidão, bondade, coragem, pureza, cortesia, generosidade, obediência, lealdade e tantos outros. Esse tipo de educação determina, em grande parte, o uso do conhecimento adquirido pela pessoa.

    Os três tipos de educação são indispensáveis para a plena realização do ser humano e, conseqüentemente, para o progresso coletivo e social. A educação possibilita à pessoa a obtenção de uma estrutura física perfeita, uma mente iluminada e um espírito purificado.

    No processo educacional, antes de tudo, é fundamental a formação do bom caráter e o refinamento das atitudes. De nada adianta a pessoa dominar os instrumentos do conhecimento e praticar atos desonestos que prejudicam a população, como, por exemplo, o caso de alguns políticos. O fracasso para educar o espírito humano, e a negligência no desenvolvimento do caráter, contribuiram para o surgimento ou continuidade de vários problemas sociais, aparentemente sem solução.

    No processo de educação devemos lembrar que o corpo e a mente são instrumentos para atrair e aperfeiçoar o espírito. Não é possível pensar um tipo de educação separada da outra, pois, a rigor, possuem um imbricamento lógico. Na realidade, eles são interdependentes e se interagem.

    Assim, a educação material, sozinha, não se sustenta.

    Bibliografia básica:

    ‘Abdul’l-Bahá. O Esplendor da Verdade. Editora Bahá’í, Rio de Janeiro, 1975.
    CODO, Wanderley (coordenador). Educação: Carinho e Trabalho. In: CODO, Wanderley; VASQUES-MENEZES, Iône. Educar, educador. Petrópolis, RJ: Vozes, p. 37-47, 1999.
    SHERAFAT, Felora Daliri. Sabedoria, é a luz que guia. Mogi Mirim-SP: Editora Planeta Paz, 2002.

    Publicado em zildoposwar.blogspot.com.br. em 25 dezembro 2008.

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